20/09/2007


Funpresp chega para completar a reforma da Previdência  

Projeto de lei que cria a aposentadoria complementar do funcionalismo dá prazo de 180 dias para a escolha. Quem ingressar na carreira depois e não optar pelo fundo, receberá até R$ 2.890 de benefício

 

O governo encaminhou, no último dia 6 de setembro, ao Congresso Nacional, o projeto de lei que institui o regime de previdência complementar do servidor e autoriza a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).

A reforma da Previdência (2003) determinou que o fundo de previdência complementar a ser constituído no setor público obedecerá ao regime de contribuição definida. O servidor participante contribuirá para a constituição desse fundo com determinada parcela de seu vencimento mensal e o governo depositará sua parte, até determinada porcentagem, estabelecida em lei, do vencimento. O benefício a que o contribuinte terá direito no futuro dependerá da rentabilidade das aplicações feitas pelo fundo  

Pela proposta, a adesão será opcional e os que já estão no setor público terão 180 dias para fazer a escolha. Já os funcionários que ingressarem na carreira após a vigência do fundo também poderão optar mas, caso não queiram contribuir para a Funpresp, se aposentarão com um teto de R$ 2.890,00 mensais — o mesmo pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos trabalhadores da iniciativa privada.  

De acordo com o projeto, o servidor contribuirá com 11% de seus vencimentos até o teto pago pelo INSS para garantir sua aposentadoria básica. A complementação exigirá a contribuição de 7,5% sobre o valor que exceder o teto do INSS. Assim, por exemplo, o servidor que ganha R$ 5.000,00 e quiser complementar sua aposentadoria, recolherá 11% sobre R$ 2.890,00 (ou R$ 317,90) para o regime de previdência do setor público e 7,5% sobre R$ 2.110,00 (ou R$ 158,25) para o fundo de previdência complementar.  

Se quiser obter benefício maior no futuro, o servidor poderá contribuir com valor superior a 7,5%, mas a contrapartida do governo fica limitada a 7,5%.

Adesão - O projeto de criação da Funpresp explica como será o cálculo das aposentadorias e pensões do funcionalismo federal que aderirem ao novo fundo. O valor do benefício será obtido por meio de uma média entre as contribuições 80% maiores e o fator de conversão, resultado da divisão entre a quantidade de contribuições mensais do servidor e dois valores fixos: 455 para os homens e 390 para as mulheres.  

A correção do benefício será feita, pelo menos no papel, pelo IPCA. Quem já é servidor terá até 180 dias após o início do funcionamento da Funpresp para aderir.

O projeto de criação da fundação prevê a entrada de servidores do Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, desde que os órgãos sejam patrocinadores. Para os futuros funcionários, a União vai arcar apenas com os valores até o teto do INSS, hoje de R$ 2.894,28. A complementação ficará por conta da Funpresp.  

Temor - O principal temor das entidades sindicais está na possibilidade de o Funpresp tornar-se uma nova versão de fracassados fundos de pensão que, no passado, acabaram por liberar aposentadorias de valores irrisórios a servidores que contribuíram por décadas.

 

 

Novas regras

 

·                    O funcionário público federal que quiser receber mais de R$ 2.890,00 de aposentadoria terá de aderir à Funpresp.

·                    Quem já integra uma das carreiras federais poderá escolher se migra para o novo fundo ou continua a receber pelas normas atuais.

·                    Os que optarem por permanecer no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) ficarão sob as atuais normas que determinam o valor da aposentadoria com base na média dos 80% maiores salários desde 1994.

 

A proposta

 

·                    Quem escolher as novas regras pagará ao RPPS alíquota de 11% sobre R$ 2.890,00 e, ao fundo, 7,5% sobre o que exceder esse teto.  

·                    A União colocará R$ 1 para cada R$ 1 aplicado pelo servidor, até o limite de 7,5% do salário que exceder os R$ 2.890,00.

·                    Mas será possível pagar mais de 7,5% para o fundo de pensão.

·                    O servidor poderá destinar a alíquota que quiser, mas a contrapartida da União estará limitada a 7,5%.

 

Bom para os bancos

 

·                    No projeto do governo, a administração dos recursos garantidores, provisões e fundos dos planos de benefícios deverá ser realizada por instituições autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  

·                    Os bancos seriam contratadas após licitação e poderiam atuar por um prazo de até cinco anos.

·                    O projeto também estabelece que cada instituição poderá administrar, no máximo, 40% dos recursos garantidores das aposentadorias e pensões.

 

 

Fica a indagação: para onde vai toda a contribuição efetuada por um servidor que já possui 30 anos de serviço??






16/09/2007

ASEMPT leva servidores para Cidade de Goiás/GO


A Cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho - Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar, recebeu no último feriado de 7 de setembro, um grupo bastante especial. Foram 37 servidores do MPT, MPM, MPDFT e MPF que visitaram a cidade em uma excursão organizada pela ASEMPT.

A viagem à antiga capital do estado de Goiás, ocorreu em clima de festa e descontração. Os servidores visitaram os casarões, capelas e igrejas que contam um pouco da época em que a cidade viveu o auge da exploração do ouro.

Cora Coralina – Goiás Velho também é a terra natal da poetisa Cora Coralina. A casa onde morou foi transformada em um museu que guarda seus móveis, objetos pessoais, documentos e cartas de remetentes ilustres como Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos poetas brasileiros mais lidos no Brasil e no exterior, e o escritor Jorge Amado, um dos principais representantes da literatura nordestina (Fonte: Ministério das Relações Exteriores).

Veja, na página de "eventos", algumas imagens dessa deliciosa viagem:






14/09/2007

PGR abre novo concurso de remoção

O Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, declarou aberto hoje, dia 13/9, por meio de Edital publicado na Seção 2 do Diário Oficial da União, o novo Concurso de Remoção para preenchimento de vagas de técnicos e analistas do MPU. 

No Edital foram destinadas vagas para os novos “cargos” de analistas de informática criados pela Portaria 286/2007.  

BINGO! 

Veja a matéria publicada no site do SINASEMPU no dia 6/7/2007, sobre o assunto: 

“SINASEMPU sugere que analistas de informática devem evitar a opção de que trata a Portaria 286/07   

Após análise jurídica do caso, o SINASEMPU sugere aos servidores analistas de informática que, com relação ao disposto no art. 6º da Portaria 286/2007 (regulamentação do PCS), não optem por qualquer das três opções ali contidas.  

"Até porque a opção é inócua, uma vez que as atribuições para os três cargos são as mesmas", avalia o presidente do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira.  

Para o presidente do Sindicato, os que fizerem a opção poderão vir a ter problemas em um futuro concurso de remoção. "Uma coisa é concurso de remoção para analista de informática, pouco importando a atividade desempenhada no seu mister. Outra coisa, com certeza, será um concurso de remoção com vagas apenas para analista de banco de dados, por exemplo".

(...) 

A opção de que trata o referido dispositivo da Portaria (criando cargo) serve, de fato, apenas para substituir um simples ato de designação administrativa para desempenho de determinada atividade dentro das atribuições do cargo efetivo de analista de informática.  

Outro problema: a Assessoria Jurídica do Sindicato enfatiza que uma portaria não pode criar cargos, portanto, o disposto no art. 6º da Portaria 286/2007 é questionável e dará margem a ações judiciais".   

Assim como antecipou o SINASEMPU com relação a possíveis problemas para os analistas de informática em Concurso de Remoção, o Edital publicado hoje no Diário Oficial da União confirma a previsão e prejudica, sobremaneira, os referidos colegas. Tome como exemplo o caso dos analistas de informática que gostariam de fazer opção para a PGR.  

Caso não tivessem sido transformados em novos cargos (Banco de Dados, Desenvolvimento de Sistemas e Suporte Técnico), os analistas teriam a disposição neste concurso cerca de 22 vagas a serem preenchidas na PGR e não apenas 2, como é o caso das disponíveis para analistas de informática/Banco de Dados, 13 para analistas de informática/Desenvolvimento de Sistemas e 7 analistas de informática/Suporte Técnico.  

A Administração do MPU, em tese, incorre em uma ilegalidade ao criar cargo por portaria e, ainda, restringir direitos, fato que poderá sujeitá-la a novas ações judiciais relativas a este Concurso de Remoção, por parte do Sindicato. 

 





07/09/2007

Ascensão funcional pode estar cada vez mais próxima 

Os servidores do MPU de todo Brasil devem ficar atentos à tramitação na Câmara dos Deputados das propostas de emenda à Constituição (PECs) 257/95 e 34/07, que restabelecem o concurso interno dentro do serviço público.

 

Na última terça-feira, dia 4/9, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) considerou aceitáveis ambas as propostas. Tal fato aproxima cada vez mais da realidade a possibilidade de promoções internas, de acordo com critérios dos planos de carreira, sem a necessidade da realização de concurso público – proposta da PEC 257/95, além da autorização para a realização de concurso interno para servidores públicos com mais de dez anos no cargo, sugestão da PEC 34/07.

 

Segundo o presidente da ASEMPT, Alexandre Senhori, o retorno da ascensão funcional além de qualificar o processo de desenvolvimento na carreira e o próprio serviço público, representará um grande estímulo para a categoria, uma vez que incentivará muitos colegas que pararam há muito tempo os estudos, após passarem no concurso público, a retornarem "aos livros" visando à promoção dentro da Instituição.

 

Outras informações sobre o assunto estarão na próxima edição do jornal Interação.





05/09/2007


União leva a taça do II Torneio de Futebol Society da ASEMPT



Terminou no dia 25/8, com muitos gols, o II Torneio de Futebol Society
da ASEMPT.

O evento, que foi realizado na Sede Campestre da Associação, iniciou
com a participação de 6 equipes e finalizou sagrando campeão o time do
União.

A partida final da competição foi repleta de surpresas e de muita
disposição por parte dos jogadores que presentearam os torcedores com um placar de
7 a 4 para o União contra o DRHCelona.

Para os associados que não puderam participar do campeonato, a
Associação está organizando um torneio "relâmpago" a ser realizado no final do
ano.
Outra novidade para os esportistas de plantão é a possível vinda dos
colegas da Procuradoria Regional do Trabalho no Estado do Goiás para uma
partida de futebol contra os servidores do MPT em Brasília.

Aguardem e não pendurem as chuteiras!

 



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