31/05/2007
Procurador
apóia jornada de 7 horas
Os
servidores do MPU não estão sozinhos na luta por uma jornada de
trabalho mais humana para toda a categoria. Prova disso é a carta
elaborada pelo Procurador da República no Distrito Federal, Bruno
Acioli, em que manifesta total apoio a batalha que vem sendo
travada pelos servidores em favor de uma jornada de sete horas diárias.
Leia a carta, abaixo:
Fonte: ASMPF
Caros
Servidores,
Tenho presenciado, desde há muito, a batalha de vocês para que a
jornada diária fique no patamar de sete horas. Fosse realmente o Brasil
uma verdadeira social democracia nos moldes dos países do oeste e
centro europeus, nada disso estaria acontecendo. Entrementes, a
realidade revela-se diametralmente oposta.
Não é crível que alguém, em sã consciência, acredite que oito
horas diárias de trabalho seja algo razoável. Infelizmente, nada é tão
ruim que não possa ficar pior, afinal não só querem que sejam
quarenta horas semanais, mas também almejam que haja pausa d almoço,
essa última por questões de ordem supostamente legal.
Ora, o dia tem somente 24
horas, das quais sete a oito servem para reposição das energias através
do sono. A matemática dos números então não poderia ser mais cruel,
pois terão oito horas para trabalhar, uma hora para almoçar por aqui
mesmo (muitos moram longe e não podem se dar ao luxo de irem almoçar
em casa) e mais oito horas para dormir. Quanto tempo nos sobrará para o
resto(família, crescimento pessoal, lazer, estudos etc)? Meras sete
horas diárias, isso sem computar o tempo de deslocamento
casa-trabalho-casa (até duas horas, dependendo de onde a pessoa viva e
dos seus horários de ida e vinda), bem assim o tempo despendido na
faculdade ou em cursos de aprimoramento, na Igreja, na Comunidade etc...
E nossos filhos, maridos, esposas? Como ficam? De onde vamos tirar tempo
para convivermos com nossas famílias e amigos? E nossas crianças,
pequenos seres em formação que demandam muita atenção, carinho e
amor? Quanto tempo nos sobrará para corrigirmos seus deveres de casa,
orientá-los ou simplesmente amá-los?
Na minha modesta opinião,
digo isso porque estou falando por mim, sem autorização de meus
colegas, reputo tal jornada nefasta, desumana e irracional. Preferiria
mil vezes sete horas corridas, com servidores felizes e produtivos,
dando todo gás - se me permitem a expressão.
Mas parece que Tempos Modernos para a Administração Superior são
aqueles do filme homônimo do insuperável Charles Chaplin, no qual sua
personagem trabalha incessantemente numa fábrica, apertando porcas e
parafusos, até transformar-se num autômato.
Não quero trabalhar com robôs nem com escravos. Desejo, sim, laborar
com seres humanos dignos e felizes.
Contem com meu modesto apoio na luta pelas sete horas corridas sem redução
salarial.
Abraços e bom início de semana a todos.
Bruno Acioli
Procurador da República no DF
31/05/2007
Lista
Tríplice - Votação para indicação do próximo Procurador-Geral da República
apresenta divergência nos números de votos apresentados pelas ANPR e
ANPT
Fonte: SINASEMPU
Nunca o cargo de Procurador-Geral da República
esteve tão disputado no MPU. Tradicionalmente, Associação Nacional dos
Procuradores da República sempre se regozijou na indicação de um dos
membros do MPF para o dito cargo, oferecendo uma lista tríplice ao
Presidente da República, oriunda de votação interna entre os Membros do
Ministério Público Federal.
Ao que tudo indica, parece que chegou o fim
da hegemonia do MPF e da ANPR na oferta da famosa lista, eis que os Membros
dos outros Ramos do MPU decidiram, por meio de suas respectivas Associações,
que têm o direito de participar da escolha do seu Chefe Maior, ou seja,
participar da construção da lista com oss três nomes a serem ofertados ao
dirigente máximo da Nação, para indicação do próximo Procurador-Geral
da República.
Analisando a situação, chega-se à clara conclusão que o atual PGR
está enfrentando forte oposição dentro da própria casa, inclusive nos
outros Ramos do MPU, vide os números do cômputo geral de votos dos 04
Ramos do MPU, apresentado pela Associação Nacional dos Procuradores do
Trabalho -ANPT, apontando a Subprocuradora-Geral da República ELA WIECKO
VOLKMER DE CASTILHO, atual Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão,
como mais bem votada com 573 votos.
Não podia ser diferente, ELA WIECKO possui
um currículo impecável, o que lhe garantiu a votação expressiva entre
seus pares, inclusive dos outros Ramos do MPU.
Ocorre que a imprensa está
divulgando que o atual Procurador-Geral da República, Antonio Fernando
Barros e Silva de Souza, candidato a recondução, obteve 85% dos votos dos
membros do MPF (Correio Braziliense de 29.05.2007, p. 4), só que não foi
esclarecido que tal percentual é sobre o número de votantes do MPF e não
do total de membros do MPF. Assim, esse fato merece certa análise, mesmo
que perfunctória, senão vejamos:
O
Ministério Público Federal possui hoje um total de 985 membros. Destes 825
estão na ativa e 160 estão aposentados.
Do
total de 985 membros, 974 estão associados a ANPR, ou seja, 98% do total de
membros do MPF. Ocorre que do total de membros associados apenas 479 votaram
(50,71% dos membros eleitores), montante este que equivale a 48,62% do total
de membros do MPF, logo, mesmo que tivesse recebido todos os votos do MPF, não
há como afirmar que a categoria está apoiando a recondução do atual PGR.
Nota-se
que os dados divulgados pela imprensa, relativos ao percentual de votos do
MPF em favor da recondução do atual PGR não estão "batendo"
com os dados apresentados pela ANPT, que computou 573 votos de Membros de
todos os Ramos do MPU que estão a apoiar o nome da Subprocuradora-Geral da
República ELA WIECKO, mostrando que categoria, na realidade, a quer para
ser a próxima Chefe do Ministério Público da União. Segundo a ANPT, o
atual PGR Antonio Fernando ficou com 510 votos, portanto, abaixo de ELA
WIECKO .
Para
os servidores que, na época da negociação do Plano de Cargos e Salário
da categoria, tanto ouviram do atual PGR, Antonio Fernando, que o MPU deve
seguir o Judiciário, eis aí uma grande oportunidade para, a exemplo do
Supremo Tribunal Federal, termos uma competente profissional, mulher, na
Chefia do Órgão Fiscal da Lei.
Bom, o Presidente Lula está com mais esse
abacaxi para descascar.
21/05/2007
Lei
de Greve para o serviço público será pouco rígida
(correioweb)
Apesar do protesto dos
sindicatos e de uma parte do governo torcer contra, a lei que trata da
regulamentação do direito de greve no setor público está entre as
mais brandas do mundo. Comparada ao que ocorre em países desenvolvidos,
a futura legislação brasileira estabelece limites confortáveis para
que os trabalhadores exerçam o direito garantido na Constituição
desde 1988 e descarta punições extremas como as adotadas por nações
ricas. O anteprojeto está em análise pelos ministérios do
Planejamento, Trabalho e Justiça e será enviado até o fim de junho ao
Congresso Nacional.
Nos Estados Unidos, maior economia do planeta, os 2,7 milhões de
servidores federais civis são impedidos de parar. Em caso de
descumprimento, o funcionário é demitido sob a justificativa de prática
pessoal proibida, termo utilizado para outros tantos atos considerados
irregulares. O maior embate envolvendo servidores e governo ocorreu em
1981. À época, controladores de vôo cruzaram os braços exigindo
melhores salários. A crise abalou o país e, como resposta, o então
presidente Ronald Regan demitiu 11 mil profissionais, convocando
imediatamente os substitutos.
O mesmo nunca acontecerá no Brasil. O servidor tem, e continuará tendo
mesmo depois da regulamentação, a garantia de estabilidade no emprego.
A punição mais dura prevista no anteprojeto redigido pelo Ministério
do Planejamento e pela Advocacia-Geral da União (AGU) faz referência
apenas ao corte de ponto do empregado que aderir a paralisações
consideradas ilegais pela Justiça. “O pessoal está criticando
previamente. Isso acontece porque, para algumas entidades, é melhor não
ter regulamentação. Sem a lei, acreditam que podem fazer o que
quiser”, disse ao Correio o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Na Alemanha, onde existem cerca de 4,6 milhões de servidores, as regras
são rígidas. Uma lei estipula as remunerações e seu conteúdo está
sujeito a mudanças pelo Legislativo a qualquer tempo — o salário
pode, inclusive, ser reduzido e a jornada de trabalho ampliada. Os
servidores públicos alemães não têm direito de fazer greve, mas também
não são exonerados — salvo em casos extremos. Já os servidores
contratados (equivalentes no Brasil aos indicados por confiança ou os
terceirizados) têm status de empregados, mas se houver crise financeira
nos municípios, estados ou União, perdem os cargos.
Pela proposta que será enviada aos parlamentares, todo serviço público
no Brasil — municipal, estadual e federal — é considerado essencial
e não pode ser interrompido totalmente. Ao contrário do que ocorre
hoje, a paralisação terá de ser confirmada por pelo menos dois terços
da categoria em assembléia. Se a decisão for pela greve, no mínimo
40% dos servidores deverão continuar trabalhando, ainda que o movimento
seja declarado legal. Para ter validade, a paralisação precisará ser
comunicada às autoridades 48 horas antes de ser iniciada. Nos serviços
inadiáveis o prazo será de 72 horas. Os órgãos afetados terão como
opção contratar servidores substitutos para garantir o pleno
funcionamento.
O anteprojeto de lei de greve considera essenciais ou inadiáveis os
serviços prestados por órgãos como o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) e a Polícia Federal. Além deles, atividades de vigilância
sanitária e inspeção agropecuária, defensoria pública e controle de
tráfego aéreo. Em nível estadual e municipal, as atividades vitais são:
transporte público, tratamento e abastecimento de água, coleta de lixo
e esgoto, distribuição e comercialização de gás. Carlos Henrique
Bezerra Leite, procurador regional do Ministério Público do Trabalho
no Espírito Santo, afirma que a regulamentação representa um marco
para a sociedade e para o próprio Judiciário. “Fomos doutrinados,
todos no Brasil, a ter raiva da greve, quando na verdade ela é um
instrumento fundamental contra o capitalismo e o Estado opressor”,
reforçou.
Na França, onde o conceito de greve se confunde com cidadania e
liberdade, o direito é reconhecido, mas com certas limitações. De
acordo com o Código do Trabalho, um aviso prévio de paralisação
precisa ser apresentado, por um ou vários sindicatos, ao menos cinco
dias úteis antes, especificando as razões, o local, a data e a hora de
início do protesto — além da previsão de duração. Servidores
franceses em cargos de direção, os que atuam em áreas indispensáveis
à burocracia e lotados na segurança pública podem ser obrigados a não
aderir. Os funcionários não recebem pelos dias parados.
O mesmo acontece na Itália. Os servidores civis públicos italianos, em
caso de greve, precisam manter os serviços essenciais funcionando —
transportes, por exemplo. As faltas são abatidas no contracheque. O
corte de ponto pelos dias parados é prática comum também no Reino
Unido, onde existem 5.831 milhões de servidores públicos e o
recrutamento ocorre por meio de anúncios em jornais ou sites
especializados.
Para Carlos Alberto Ramos, do departamento de Economia da Universidade
de Brasília (UnB), instrumentos de negociação criados em alguns países
ajudam a estabelecer as “regras do jogo”. “Há muitos conflitos na
França, mas não porque os franceses gostam disso e sim porque as
regras são ruins, como no Brasil”, explicou. Na opinião do
especialista, as representações das categorias estão muito
pulverizadas, há um número exagerado de sindicatos e é comum
encontrar mais de uma entidade sindical dentro de um mesmo órgão.
“Se o país tivesse um único sindicato para o funcionalismo, seria
mais fácil”, completou.
18/05/2007
II
Copa ASEMPT de Kart Indoor
Saiu
o resultados da 2ª Etapa da Copa Kart da ASEMPT
O
kart é o primeiro e mais importante estágio para o futuro piloto. É lá
que a maioria dos bons pilotos se formaram. É a emoção de pilotar e a
adrenalina de ser um grande piloto que faz o nosso campeonato trazer
resultados surpreendentes e pegas alucinantes.
Veja
aqui o resultado da
2ª
Entre em contato conosco: ASEMPT
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