31/01/2008


Redução da jornada de trabalho é assunto do Congresso e do movimento
sindical, diz Dulci


Fonte: DIAP

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, afirmou nesta quarta-feira (30), por meio de nota oficial, que não há nenhuma decisão de enviar ao Congresso um projeto de lei sobre redução da jornada de trabalho, nem de tomar qualquer outra medida
relativa à questão. Disse também que o assunto diz respeito ao Congresso Nacional e ao movimento sindical.

Foi uma resposta a uma reportagem publicada na Agência Brasil, baseada em declarações do secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Francisco Canindé Pegado, e do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP).

A versão do ministro é a seguinte: "Em reunião realizada hoje [30] com dirigentes das centrais sindicais, os trabalhadores apenas informaram ao Governo que estão promovendo uma campanha em prol da redução da jornada de trabalho. O ministro Dulci afirmou que o Governo respeita a mobilização e que esse é um assunto do movimento sindical e do
Congresso Nacional".

Segundo Dulci, os dirigentes das centrais sindicais foram informados que o Governo deve enviar ao Congresso uma proposta de ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e que será constituído um grupo de trabalho para debater a participação de um representante dos trabalhadores nos conselhos de administração
das empresas estatais federais.

Movimento das centrais No próximo dia 11 de fevereiro, as centrais sindicais darão início a
uma campanha, cujo objetivo é pressionar o Congresso Nacional a votar proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem reduzir salário.A proposta (PEC 231/95) está parada na Câmara há 13 anos. 

Esta é a principal reivindicação da 4a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em 5 de dezembro passado, em Brasília. Os representantes das centrais estiveram no Planalto para cobrar o acordo firmado com o Governo. (Marcos Verlaine, com Radiobrás)






29/01/2008

CÂMARA LEGISLATIVA
Disputa por cargos comissionados

Distritais têm a missão de definir aplicação da lei que obriga manter 50% de funcionários de carreira em postos de chefia. O problema é que contas do deputados e do sindicato de servidores sobre cortes não batem

Depois de 45 dias de descanso, os deputados distritais retornam à Câmara com a obrigação de resolver um pepino num prazo bem mais apertado. Terão 10 dias para aplicar o texto da Lei Orgânica que obriga a Casa a manter 50% dos servidores de carreira em postos de chefia. A substituição dos cargos comissionados de livre provimento dos parlamentares por concursados promete movimentar os primeiros dias de trabalho legislativo. Os deputados vão negociar entre si para minimizar o quanto puderem o efeito prático da medida, a perda de poder.

No ano passado, o Ministério Público do Distrito Federal pressionou o ajuste da Câmara à Lei Orgânica que estabelece a preferência da ocupação das chefias pelos funcionários de carreira. Em outubro de 2007, os deputados aprovaram uma emenda à lei que diminuiu o impacto da determinação feita pelo MP e cobrada pelo sindicato que representa os servidores da Casa. Tiraram da contagem dos 50%, os cargos vinculados aos gabinetes dos deputados e das lideranças partidárias. A conta diminuiu, mas não fechou. Ficou acertado que nos primeiros 10 dias do ano as substituições seriam efetivadas.

O Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF (Sindical) interpretou que o assunto seria tratado em janeiro. Os deputados, no entanto, argumentaram que o recesso não poderia contar como dia útil. O desfecho foi adiado, em comum acordo entre o Sindical e os distritais, para a primeira semana após o carnaval. A direção da Câmara confirmou que o assunto será discutido e haverá uma solução. “A intenção da presidência é definir a situação o mais rápido possível”, informou o presidente Alírio Neto (PPS).

Mas não é só o prazo o motivo de divergência entre o Ministério Público, o sindicato e a Câmara. Os deputados interpretam que terão de mexer ao todo em 25 cargos de chefia. O Sindical faz uma conta bem maior. Alega que a medida atinge, no mínimo, 150 funções. A diferença está no fato de que a Câmara considera para efeito de cálculo todas as chefias ocupadas por servidores requisitados de outros órgãos do DF. Na visão dos sindicalistas, só deveria valer a carreira do Legislativo.

Ação
Outra incompatibilidade foi oficializada no dia 16 de janeiro, quando o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bandarra, apresentou representação ao procurador-geral da República sugerindo o ajuizamento de uma ação direta de inconstitucionalidade contra a emenda feita pelos distritais. O MP condenou a atitude dos parlamentares de excluir os gabinetes e as lideranças partidárias da contabilidade dos 50% reservados para as chefias. Pela análise do MP, a quantia de substituições deveria recair sobre um conjunto de 574 funcionários de carreira.

Dificilmente, no entanto, os deputados vão recuar. A tendência é que o número seja o fechado segundo a conta deles. “Ninguém quer perder espaço”, diz um interlocutor dos deputados que compõem a Mesa Diretora. O deputado Chico Leite (PT), no entanto, diz que o assunto não aflige o partido. Segundo o parlamentar, os petistas estão preparados para as eventuais mudanças. “Houve a aprovação de uma resolução que precisa ser cumprida”, afirma Leite.

Marcação cerrada

O Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do Distrito Federal, o Sindical, mantém marcação cerrada sobre os deputados para o cumprimento do dispositivo que prevê a ocupação de metade dos cargos de chefia por servidores concursados. No ano passado, o Sindical fez dessa meta uma bandeira, pressão que tem sido considerada incômoda e até exagerada por alguns distritais. Na primeira semana do ano, a entidade cobrou o cumprimento da determinação do Ministério Público de promover as substituições até o dia 10 de janeiro.

Como a data cairia em pleno recesso dos parlamentares, o deputado Wilson Lima, que assumiu a presidência interinamente no período de férias, negociou o adiamento com a entidade. O acordo resultou na publicação da resolução de número 50 no Diário Oficial da Câmara Legislativa na semana passada.

O efeito prático dela, no entanto, só poderá ser sentido depois que os deputados chegarem a um acordo sobre quais serão as chefias repassadas aos servidores de carreira. “Conseguimos fixar uma data, mas ainda não há um consenso quanto ao número de cargos que serão ocupados. Os distritais fizeram todo o tipo de manobra possível para burlar à lei, chegaram ao ponto até de modificá-la em proveito próprio”, disse o presidente do Sindical, Adriano Campos.

Há um grupo de parlamentares, no entanto, que considera a pressão do MP e do sindicato legislativo desmedida. Argumentam que o texto da lei orgânica nunca foi claro quanto à obrigatoriedade de ocupação das vagas pelos concursados. Até o momento da emenda, falava-se em privilegiar “preferencialmente” os servidores efetivos, sem dar um respaldo definitivo a tal determinação.


 

22/01/2008

Servidores Federais fazem manifestação em Brasília e ameaçam greve geral

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF) organizou nesta terça-feira (22) uma manifestação na Esplanada dos Ministérios para exigir a manutenção dos acordos firmados pelo governo federal com diversas categorias no ano passado. Os servidores não descartam a possibilidade de greve geral caso haja descumprimento desses acordos, a maioria sobre planos de cargos e reajustes de salários.

De acordo com o secretário geral do Sindsep-DF, Oton Neves, o governo “ameaçou por meio da imprensa” não cumprir os acordos firmados com os servidores públicos, devido aos cortes de gastos previstos para este ano por causa do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “A perspectiva, se não forem honrados esses compromissos, é que logo após o carnaval teremos uma greve geral dos servidores públicos federais a nível nacional”, declarou Oton Neves.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, o governo só terá uma posição oficial quanto ao cumprimento do acordo quando forem feitas as adequações necessárias no Orçamento da União.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no DF, Rejane Pitanga, rebateu o argumento do Ministério do Planejamento, afirmando que “o Orçamento deveria ter arcado com essas previsões, então esperamos que o Ministério do Planejamento cumpra. Acordo é para ser cumprido”.

A presidente da CUT-DF também ressaltou a realização de uma reunião entre o Ministério do Planejamento e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), nesta quarta-feira (23), na qual serão discutidas as perspectivas com relação aos compromissos firmados com os servidores públicos.

 


 



21/01/2008


FUNCIONALISMO
Reajuste deve sair para alguns

Ministério do Planejamento negocia com categorias manutenção de acordos fechados no ano passado. Governo anuncia na próxima quarta-feira posição oficial sobre aumento para servidores do Executivo

Pressionado por entidades sindicais que ameaçam desencadear uma série de greves dentro do funcionalismo federal, o governo dá sinais de que está disposto a ceder. O Ministério do Planejamento avisou a representantes dos servidores que admite liberar reajustes para algumas categorias que assinaram termos de acordo no ano passado. O gesto acalmou parte da Esplanada, mas não afastou o risco de uma paralisação em massa. Na quarta-feira, deverá ser anunciada a posição oficial do governo sobre quais carreiras terão ou não ganhos no contracheque em 2008.


Ainda que sem os R$ 40 bilhões garantidos pela cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — extinta no início de janeiro —, Sérgio Belsito, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), disse que a União só não cumpre o que prometeu aos trabalhadores se não quiser. “Temos a convicção de que o problema não é orçamentário”, completou. Segundo ele, os funcionários estão apreensivos.

Na semana passada, a cúpula do Sinal esteve na Secretaria de Recursos Humanos (SRH) e ouviu dos técnicos do Planejamento que há a intenção política de autorizar o reajuste acordado em 2007. O mesmo recado foi transmitido a outras carreiras, como foi o caso dos auditores fiscais da Receita Federal — categoria que cogita parar a partir de março. Outros segmentos também rechaçam a idéia de que não existem recursos suficientes em caixa para conceder aumentos e descartam esperar para receber o que lhes é devido.

Como a folga de recursos da União é quase zero, a área econômica seria obrigada a remanejar grandes volumes de dinheiro para atender aos pleitos dos funcionários do BC e das chamadas carreiras que integram o ciclo de gestão do Estado. Nesse grupo estão advogados públicos, em greve desde o dia 17, e os auditores da Receita Federal, que se organizam para discutir uma possível paralisação. De acordo com exercícios preliminares apresentados pelo governo aos sindicatos, o custo dos reajustes para essas e outras carreiras ficaria em torno de R$ 6 bilhões.

A correção das tabelas, porém, só começaria a valer a partir do segundo semestre. Justamente esse prazo tem desagradado os servidores, que desde novembro de 2007 aguardam mudanças nos salários. Os funcionários do BC, por exemplo, estão em negociação salarial desde 2005. A categoria reivindica, entre outros, a equiparação salarial com a Receita Federal. Pelo acordo firmado com o Ministério do Planejamento, a primeira parcela de aumento deveria ter sido paga em dezembro. Amanhã, os servidores do Banco Central farão assembléia para discutir a possibilidade de entrar em greve.

Tensão

Uma prova de que as relações entre governo e servidores enfrentam dificuldades pôde ser comprovada no último sábado. O ministro da Educação, Fernando Haddad, abandonou o 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, depois de ser recebido sob vaias. Haddad se preparava para discursar quando papéis e pequenos objetos começaram a ser atirados em sua direção. O ato, criticado por autoridades e representantes do Congresso, teria sido organizado por integrantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). A CNTE discutiu políticas educacionais e questões relacionadas à remuneração dos educadores.

Nos próximos dias, a Justiça Federal deverá se pronunciar sobre um tema espinhoso envolvendo governo e servidores. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um pedido de liminar para declarar ilegal a greve dos advogados públicos — procuradores federais, advogados da União e defensores. A categoria, por sua vez, está disposta a intensificar a greve porque, assim como tantas outras, assinou acordo com o Ministério do Planejamento e esperava receber a primeira parte de um aumento dividido em três parcelas ainda este ano. Por ordem da AGU, haverá corte de ponto dos grevistas.




18/01/2008

Servidores ameaçam greve após carnaval caso o governo não negocie reajuste.

Da FolhaNews

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que reúne cerca de 800 mil funcionários públicos de todo país e de vários órgãos federais, ameaça entrar em greve após o Carnaval. Segundo a direção da entidade, a previsão só será modificada se o governo sinalizar que vai manter as negociações que levarão ao reajuste salarial das categorias.

"A nossa expectativa é que o governo não rompa com as negociações e o acordo firmado no final do ano passado. O que nos estranha é que este governo tem vários interlocutores. Cada dia é um que fala a respeito dos servidores", afirmou Sérgio Ronaldo da Silva, da direção da Condsef.

Na próxima quarta-feira, dia 23, a direção da Condsef tem uma reunião marcada com o secretário de Recursos Humanos, do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira. No encontro, os servidores saberão quais são as previsões do governo sobre o reajuste para as categorias que fazem parte da Condsef.

Já no dia 22, o Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) do Distrito Federal programou uma manifestação denominada "Grito dos Servidores", na Esplanada dos Ministérios, em protesto à possibilidade de a categoria não ter reajuste este ano. O protesto deverá contar com o apoio do mais tradicional bloco carnavalesco de Brasília - o Pacotão.


Inflação
Segundo Silva, no dia 21 de dezembro de 2007, foi firmado um acordo em que o governo teria se comprometido a conceder reajustes diferenciados para as 28 categorias protegidas pela Condsef. De acordo com o diretor da entidade, os percentuais de reajuste são distintos, mas obedecem, no mínimo, a inflação do período de 2008 a 2010.

Porém, o governo e a equipe econômica já sinalizaram que não vão conceder reajuste salarial para os servidores neste ano. O objetivo, segundo eles, é cortar gastos para buscar compensar parte da perda da arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Ontem, aproximadamente 11 mil advogados da União e procuradores da Fazenda Nacional, da Previdência e do Banco Central entraram em greve por tempo indeterminado. Em nota, a Secretaria Geral da AGU (Advocacia-Geral da União) informou que já determinou o corte de ponto dos grevistas.

Segundo a Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União), os advogados reivindicam o cumprimento de um acordo firmado pelo governo federal em 1° de novembro do ano passado, de um aumento salarial de 25% a partir deste ano até 2009.

Na tarde de ontem, cerca de 300 advogados realizaram uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento. De lá, seguiram para o Palácio do Planalto



 


18/01/2008


Aberta temporada de greve

Advogados públicos param, a partir de hoje, por tempo indeterminado. Eles cobram o cumprimento de acordo feito com o governo em 2007 (por Luciano Pires, da equipe do Correio)

Categorias do funcionalismo federal que fecharam acordos com o governo ao longo de 2007 e esperavam por reajustes salariais este ano começam a cobrar a fatura. Advogados da União, procuradores federais e defensores públicos são os primeiros a se mobilizar. Eles prometem iniciar hoje uma greve por tempo indeterminado em protesto contra o descumprimento do acerto firmado com o Ministério do Planejamento em novembro passado que previa aumentos entre 20% e 30% até 2009. Servidores do Banco Central (BC) farão um ato de apoio à manifestação na Praça dos Três Poderes e também se articulam para cruzar os braços.

Com o fim da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo emitiu sinais claros de que nem todas as promessas feitas aos servidores poderão ser cumpridas. A justificativa da área econômica é que sem os R$ 40 bilhões arrecadados com o imposto, não existe folga no Orçamento para corrigir salários. “Sabemos que há recursos disponíveis. Esse discurso não nos convence”, contestou Danilo Ribeiro Miranda, coordenador-geral da União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe). Os advogados públicos são aproximadamente 11 mil em todo o país, entre ativos e inativos. O salário inicial é de cerca de R$ 10 mil.

Entre os funcionários do BC, o clima de insatisfação fortalece as correntes que defendem uma paralisação imediata. O Sinal, entidade que representa a categoria, pediu ontem audiência com o presidente da autoridade monetária, Henrique Meirelles, para tentar acalmar os ânimos da base. Os trabalhadores do BC acertaram com o governo um cronograma de reajustes que já deveria ter sido implantado. “Esperamos que haja bom senso e que não tenhamos pela frente uma ruptura”, afirmou David Falcão, presidente do Sinal. Na próxima terça-feira, os funcionários do banco farão assembléia.

Efeito dominó

Outros setores que durante todo o ano passado negociaram com o governo, mas não fecharam acordos ensaiam reagir. É o caso dos auditores fiscais da Receita Federal. Representantes da categoria têm encontro marcado com técnicos do Ministério do Planejamento amanhã. Dependendo do resultado da reunião, os servidores podem parar em março. Até dezembro, os auditores estavam próximos de assinar um documento que previa a equiparação dos salários aos dos delegados da Polícia Federal. “Qualquer coisa que não seja a continuidade do que foi acordado em 2007 será quebra de confiança”, disse Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco).

Na próxima quarta-feira, o Ministério do Planejamento deverá convocar representantes de pelo menos 10 categorias do setor público. Nesse dia as entidades sindicais esperam receber boas e más notícias. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa grande parte dos servidores do Executivo, aguarda um posicionamento oficial do governo em relação à política de recursos humanos que será praticada em 2008.

Por meio da Condsef, servidores do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e da Polícia Rodoviária Federal tentaram fechar, em dezembro do ano passado, os últimos detalhes de acordos salariais que seriam implementados ao longo deste ano. Com o fim da CPMF, as conversas foram congeladas e ambas avaliam paralisar. “Se houver rompimento de qualquer acordo ou negociação não iremos aceitar passivamente. A saída será fazer uma grande greve do funcionalismo em março”, afirmou Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.




11/01/2008

Cortes vão atingir 28 categorias de Servidores Públicos

folha Online

Pelo menos 28 categorias de servidores públicos devem sofrer congelamento nos aumentos salariais. Entre elas, Saúde, Trabalho, Previdência, Fazenda, Agricultura, Educação, Justiça e Banco Central. O levantamento foi feito pela subseção do Dieese na Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), ligada à CUT e maior entidade do funcionalismo.

"Nosso eixo de atuação depende do dia 23, quando teremos reunião de fôlego com o governo e as pretensões serão oficializadas. Se for confirmado o que vem se constatando nas falas, vamos soltar orientação para haver assembléias nos Estados e, depois do Carnaval, vai haver plenária nacional, onde vamos tomar a decisão da greve", diz Sérgio Ronaldo da Silva, da direção da Condsef.

"Sentimos que os trabalhadores estão dizendo que estão prontos para agir. Não dá para ter a paciência que o Paulo Bernardo quer", complementa Costa, segundo quem cerca de 500 mil servidores ligados à entidade podem ser atingidos.

Já as maiores centrais sindicais do país adotam um discurso mais cauteloso e evitam falar em greve. Ontem, elas fizeram reunião e prometem divulgar um manifesto no próximo dia 21, criticando, entre outros pontos, o congelamento do aumento salarial para servidores e a possível diminuição de novas contratações.

Participaram do encontro CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Nova Central Sindical.

"Precisamos de uma reforma tributária justa, na qual quem acumulou riquezas possa pagar por isso. E rever o superávit primário. A valorização do serviço público é fundamental, não só mantendo os acordos, mas fazendo concursos e contratando mais", diz Rosane Silva, Secretária de Política Sindical da CUT, que evita falar em greve. "Greve é chamada pelos servidores públicos, não debatemos ainda pois precisa debater com eles."

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que "as centrais decidiram que os trabalhadores não vão pagar". Já o secretário-geral CGTB, Carlos Pereira, critica a oposição por conta da CPMF. "Achamos que o PAC tem que ser mantido, os programas sociais têm que ser mantidos, os acordos sacramentados têm que ser mantidos", afirma. "O governo ainda não definiu, está havendo discussão e os trabalhadores vão dar sua opinião."


 




10/01/2008

Concurso do MPU: novas nomeações

fonte: PGR Informa

Um dos nomeados terá lotação no CNMP.

Foi retificada a Portaria SG/MPU nº 40, de 10 de dezembro de 2007, que tornou sem efeito a nomeação de candidatos do V concurso público do Ministério Público da União (MPU) por perda do prazo legal para posse. A retificação exclui o candidato Norberto Filinkoski, nomeado para o cargo de técnico apoio especializado – transporte, em atendimento a uma decisão proferida em mandado de segurança pelo Supremo Tribunal Federal.

A homologação do V concurso público do MPU foi retificada pelo Edital SG/MPU nº 32;de 30 de novembro de 2007. Em cumprimento à antecipação de tutela concedida em uma ação ordinária em trâmite na 5ª Vara Federal de Pernambuco, foi incluído o candidato Alexandro Francisco dos Santos, no cargo de técnico de apoio especializado- especialidade transporte, em Pernambuco, alterando a ordem seqüencial de nomeação.

CNMP - A Portaria PGR/CNMP nº 674, de 28 de dezembro de 2007, nomeou a candidata Maria Helena Feola Rosa, aprovada no IV concurso público para o MPU, na categoria funcional de analista - área processual, para o Conselho Nacional do Ministério Público. A nomeação cumpre uma sentença proferida em mandado de segurança, da 21ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, ainda não transitada em julgado.






09/01/2008

Juízes devem entrar com recurso no STF para garantir reajuste salarial

O presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Walter Nunes, afirmou nesta sexta-feira que os juízes podem preparar um recurso para ser encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de garantir o reajuste salarial do funcionalismo público. Os juízes afirmam ser inconstitucional a decisão do governo de suspender eventuais reajustes para a categoria.


Nunes disse que a iniciativa de suspender reajustes incluída entre as medidas recém-anunciadas para compensar o fim da arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) contraria a Constituição.

 

"O artigo 37, inciso 10, da Constituição, determina a revisão anual dos salários dos servidores. Revisão no caso é no mínimo conceder a perda causada pela inflação", disse Nunes. "Foi uma decisão incongruente, mas ainda que se admita, estamos falando de haver revisão, isso não tem como não seguir."

 

Nunes disse ainda que o STF já tomou decisões anteriores definindo a obrigatoriedade da revisão anual para repor a perda inflacionária. "O governo não pode ter essa posição porque tudo começou com a luta desenvolvida em favor do teto remuneratório em busca da moralização e transparência no serviço público", disse.

 

A Ajufe reúne aproximadamente 1.500 juízes em todo país. O assunto deverá ser tratado por eles no começo de fevereiro quando o Judiciário retoma as atividades --suspensas pelo período de recesso. Até lá, Nunes e outros magistrados debatem o tema.

 

Temor

 

Os juízes estão preocupados também com uma proposta que está à espera de votação na Câmara. A medida trata da revisão do teto remuneratório da categoria que propõe o repasse equivalente à variação do IPCA de 2006 --algo em torno de 3,14%. Atualmente, o teto dos juízes federais é de R$ 24,5 mil.

 

"Em meio às medidas [compensatórias] anunciadas há risco de eventualmente ser colocado empecilho para a votação, o que não tem sentido pois já há previsão orçamentária para [conceder] a variação da inflação de 2006 a partir de 2007. E, nós já estamos em 2008, isso deve ser lembrado", disse Nunes.

 

Segundo o juiz, uma das alternativas examinadas para assegurar a execução da proposta que eleva os salários dos magistrados é de recorrer à Suprema Corte por meio de um mandado de injunção.

 

O mandado de injunção é um instrumento utilizado para apelar ao Judiciário sempre que a falta de norma regulamentadora torna inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e de prerrogativas à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

 

Data da Notícia: 4 de Janeiro de 2008

 




08/01/2008

Governo anuncia que servidor não terá reajuste


Para compensar fim da CPMF, ministro também informou a suspensão de novos concursos públicos e de contratações.

Fonte: Correio da Bahia - 4/1/2008

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que a necessidade de cortes de R$20 bilhões nos gastos do governo, como parte do pacote para compensação do fim da CPMF, impedirá reajustes de servidores públicos previstos para este ano. Além disso, a realização de novos concursos está suspensa. Quanto aos concursos já marcados, o cronograma será mantido, mas as contratações não serão efetuadas enquanto o governo não equilibrar as contas. "Enquanto não resolvermos essa questão de equilíbrio orçamentário, não vamos tomar nenhum passo", disse o ministro. Quanto ao salário mínimo, o ministro garantiu que o reajuste para R$408 está mantido.

Diante das declarações do ministro, representantes dos funcionários públicos garantiram ontem que não aceitarão o congelamento dos salários. Presidente da Confederação dos Servidores Federais (Condsef), Josemílton Costa falou até em greve geral, em março. "Vamos propor uma paralisação se a suspensão se confirmar", disse. O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Unafisco), Pedro Delarue, demonstrou preocupação com a mudança nas regras, mas preferiu não acreditar que os servidores serão penalizados. "Nem queremos pensar nesta possibilidade. Temos reunião marcada para o dia 15 e esperamos que o governo continue uma negociação já acertada conosco", afirmou.  

Supremo - Os juízes federais ameaçam ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o governo se for confirmada a suspensão de aumento salarial para o funcionalismo. "Não tem sentido jogar na conta do servidor público esse problema", disse Walter Nunes, presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), entidade que congrega 1,5 mil magistrados responsáveis pelas causas de interesse da União, inclusive planos econômicos.

Por força de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Trabalho, o governo federal teria que começar em julho a substituição de todos os que trabalham na administração direta como funcionários terceirizados. Isso significaria a abertura de concursos para milhares de vagas. Havia expectativa de que em 2008 o número superasse 7.480 novos servidores.  (AE, AG e Folhapress)




Entre em contato conosco: ASEMPT

Histórico
Diretoria
Jurídico
Sede Social
Notícias/anteriores
Permuta
Convênios
Página Central
 
Alexandre Oliveira © 2006 - Associação dos Servidores do Ministério Público do Trabalho e Militar