29/08/2008 - 18:30


ASEMPT e SINASEMPU reúnem-se para discutir Plano de Carreira dos servidores do MPU

ASEMPT e SINASEMPU já iniciaram as articulações para um esforço conjunto em favor de um Plano de Carreira (PC) digno para toda categoria.

Na última terça-feira, dia 26, a pedido do presidente da ASEMPT, Alexandre Senhori, a Associação e o Sindicato reuniram-se para debater pontos relativos à construção do PC dos servidores. Além do presidente da ASEMPT, participaram também da reunião o vice-presidente da entidade, Nilo Freire, o presidente do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira e a vice-presidente do Sindicato, Márcia Broxado.

Na oportunidade, Luiz Ivan esclareceu aos diretores da ASEMPT que foi criado um GT do SINASEMPU para trabalhar sobre o Plano de Carreira dos servidores e que, nesta fase inicial de discussões, o grupo está compilando as sugestões enviadas pela categoria para o PC, visando a construção de uma minuta que será objeto de discussão e analise em Assembléias realizadas com os servidores em todo país. 

No final do encontro, os diretores da ASEMPT reiteraram o apoio da Associação ao Sindicato. "Um Plano de Carreira deve ser construído por todos os servidores para que possa refletir os interesses da categoria e contemplar as suas demandas. Vamos trabalhar sempre levando em conta este princípio e lutar pelo êxito ao final desta batalha", declarou Senhori.


26/08/2008 - 10:42


MPU divulga lista de inscrições definitivas deferidas para procurador

O Ministério Público da União publicou nesta terça-feira (26) a lista dos concorrentes ao cargo de procurador da república que tiveram a inscrição definitiva no concurso deferida. Os habilitados também são convocados à realização da prova oral, que deve ser aplicada nos dias 29 e 30 de setembro e também nos dias 1, 2 e 3 de outubro.

As avaliações devem acontecer na sede da Procuradoria-Geral da República, que fica localizada no Setor de Autarquias Federais Sul, Quadra 4, conjunto C, bloco A, na sala de reuniões do Conselho Superior do Ministério Público Federal. As informações estão disponíveis no Diário Oficial da União desta terça-feira (26), na página 97 da terceira seção.

O concurso do MPU lançou 148 vagas que oferecem salários de aproximadamente R$ 20 mil. Para se inscrever na seleção, era preciso ter formação de nível superior em Direito e no mínimo três anos de experiência jurídica comprovada. Os candidatos inscritos já passaram por quatro provas escritas, sendo uma delas objetiva e outras três subjetivas. As últimas etapas serão aplicadas em Brasília.

Os aprovados devem ser lotados nas Procuradorias da República do Acre/AC, Alagoas/AL, Amapá/AM, Bahia/BA, Ceará/CE, Distrito Federal/DF, Goiás/GO, Mato Grosso/MT, Mato Grosso do Sul/MS, Minas Gerais/MG, Paraná/PR, Pernambuco/PE, Piauí/PI, Rio de Janeiro/RJ, Rio Grande do Norte/RN, Rio Grande do Sul/RS, Roraima/RR, Santa Catarina/SC e São Paulo/SP.

Do CorreioWeb





21/08/2008 - 12:42

Súmula vinculante sobre nepotismo deve ser editada nesta quinta-feira

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve editar nesta quinta-feira a súmula vinculante proibindo o nepotismo nos três Poderes. Segundo a Corte, com a publicação da súmula, será possível contestar no próprio STF, por meio de reclamação, a contratação de parentes para cargos da administração pública direta e indireta no Executivo e no Legislativo.

O Supremo aprovou ontem a elaboração da súmula, que tratará dos detalhes sobre as vedações, incluindo grau de parentesco, depois de ter considerado constitucional uma resolução que trata da proibição do nepotismo no Judiciário.

De acordo com o texto que deverá ser elaborado, devem ficar fora do considerado nepotismo os seguintes cargos: ministro de Estado, secretários estaduais e municipais, além do Distrito Federal. Também será definido qual é o grau de parentesco a ser considerado --se 4º, 3º ou até 2º grau.

A decisão de elaborar a súmula ocorreu a partir do julgamento de uma ação relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que examinou casos específicos de contratação do secretário municipal de Saúde, Elias de Souza, e do motorista em Água Nova (RN), Francisco de Souza, que eram parentes de um vereador e vice-prefeito.

Validade

A decisão do STF de proibir o nepotismo no serviço público exceto para os cargos de ministros e secretários do Distrito Federal, estaduais e municipais passa a valer apenas a partir da publicação da súmula vinculante, o que deve ocorrer em dez dias.

Além da discussão detalhada sobre a súmula, os ministros deverão tratar hoje sobre uma outra polêmica: a chamada contratação cruzada. Nela, políticos pedem para amigos nomearem seus parentes.

Os ministros da Suprema Corte deverão examinar como devem ser tratados os casos de contratações cruzadas. Mas, de acordo com interlocutores do STF, inicialmente, o assunto pode não ser incluído no texto final da súmula.

 





20/08/2008 - 12:18

MP com reajuste depende de Chinaglia

Uma queda-de-braço entre o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), está atrasando a concessão de reajuste salarial a cerca de 300 mil servidores públicos federais. Se dependesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), o aumento seria baixado por meio de medida provisória (MP). Essa possibilidade existe e desponta como favorita na comparação com o envio de um projeto de lei ao Congresso. Só não saiu do papel devido à ofensiva verbal deflagrada por Chinaglia contra o suposto excesso de MPs editadas pelo presidente.

Segundo discursos entoados em público, Lula ainda não assinou a MP porque não quer confrontar os deputados. Nos bastidores, a versão é outra. O presidente quer que Chinaglia avalize previamente a MP dos servidores, assumindo o compromisso de não atacar o Planalto quando o texto chegar à Câmara. No cerco ao deputado, Lula conta com o apoio dos funcionários públicos, que se já reuniram com o parlamentar. Entre uma MP, que tem vigência imediata, e um projeto de lei, que só vale depois de aprovado pelas duas Casas do Congresso e sancionado pelo presidente da República, os servidores preferem a primeira opção.

A solução será dada pelo deputado Chinaglia”, diz Múcio. Para facilitar um acordo, o governo fez uma proposta. Revogaria a MP que transformou em ministério a Secretaria Especial da Pesca e criou 295 cargos comissionados, ressuscitando-a, posteriormente, em forma de projeto de lei. Em troca, Chinaglia apoiaria a MP dos servidores. Se o pacto fosse selado, os dois lados ganhariam. O deputado poderia se apresentar como responsável pela derrubada de mais uma medida. Já o governo garantiria o afago aos servidores.

“Não importa a forma, mas o conteúdo”, afirma Múcio, referindo-se à possível substituição da MP da Pesca por um projeto de lei. De acordo com o ministro, a troca será feita assim que Chinaglia apresentar uma proposta alternativa que, ao fim e ao cabo, resulte na preservação do novo ministério e dos 295 postos cujo preenchimento independe de concurso público. Múcio não reclama da insistência do deputado em criticar as MPs. Lembra que a atitude está em linha com uma promessa feita pelo petista durante a campanha pela presidência da Câmara.

Outros assessores de Lula não são tão compreensíveis. Alegam que Chinaglia não age apenas em busca de uma marca para sua gestão ou em nome da autonomia do Legislativo. Adotaria uma postura independente como forma de alertar o Planalto sobre a necessidade de acomodá-lo num cargo de primeiro escalão tão logo concluído o seu mandato à frente da Casa. O nome de Chinaglia foi citado em conversas sobre possíveis sucessores de José Gomes Temporão no Ministério da Saúde quando este era alvo de fritura no Congresso e na Esplanada dos Ministérios. Agora, volta à mesa como talhado para assumir, por exemplo, o Turismo.

“O Congresso adora medida provisória. É mais fácil aprovar uma emendinha numa MP do que um projeto de lei”, afirma um ministro, sugerindo um quê de hipocrisia no coro contrário aos textos baixados pela Presidência. Chinaglia conhece as restrições feitas a ele no Planalto. Por enquanto, não dá sinais de que pretende mudar de postura. Entre outros motivos, porque marca pontos internamente com o discurso de defesa do Congresso. O deputado também atira nos governistas. Recentemente, atacou a iniciativa de Lula de propor uma reforma política, assunto que seria da alçada dos parlamentares.


Fonte: Correioweb





19/08/2008 - 11:28


Reajuste salarial fica fora da pauta do governo

Influenciado pelo clima de eleições municipais, o governo deixou claro nesta segunda-feira (19/08), mais uma vez, que a situação dos cerca de 300 mil servidores públicos que esperam por aumentos salariais desde maio não é um tema urgente. Apesar da expectativa dos sindicatos, o atraso na autorização dos reajustes sequer entrou na pauta da reunião de coordenação política ocorrida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns de seus principais ministros. A indiferença irritou o funcionalismo.

Na última sexta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, havia prometido à bancada do PT do Distrito Federal na Câmara resolver o impasse a toque de caixa. Sem dar detalhes, a ministra explicou aos deputados que a demora na liberação das novas tabelas tem razões técnicas. Dilma confidenciou a pelo menos dois deles que o melhor caminho é editar medidas provisórias justamente para acalmar os ânimos das categorias e evitar maiores desgastes políticos.

Representantes de entidades ligadas às carreiras típicas de Estado foram recebidos ontem pelo ministro de Relações Institucionais José Múcio. Em mais uma tentativa de pressionar o Palácio do Planalto, os sindicatos reclamaram da falta de ação do governo e alertaram o ministro para o descontentamento geral que se alastra por setores importantes da máquina pública. Múcio, em tom conciliador, disse aos sindicalistas que o presidente Lula tem consciência da gravidade da crise e que está empenhado em resolvê-la.

O ministro se comprometeu a conversar novamente com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. “Ele disse que o desejo do governo e até do Chinaglia é autorizar os aumentos por MP. O problema é que há uma disputa entre o governo e o presidente da Câmara e o servidor está pagando o pato”, resumiu um sindicalista. Hoje, as mesmas lideranças sindicais que estiveram com José Múcio vão se reunir com o presidente do Senado Garibaldi Alves.

Pressão

Impacientes, as carreiras de Estado planejam uma manifestação nacional na próxima quinta-feira. A forma e a abrangência do ato batizado de Dia de Protesto ainda não estão definidas. Entre hoje e amanhã, entidades de todo o país farão assembléias para decidir se farão paralisações de 24 horas ou se vão indicar aos servidores que reduzam o ritmo de trabalho ao longo do dia. Faixas fixadas em frente ao Banco Central e na Esplanada dos Ministérios exigem o cumprimento dos acordos salariais assinados com as categorias e a edição imediata das medidas provisórias com a previsão dos reajustes.

Ao todo, 54 carreiras esperam ser contempladas com aumentos ao longo dos próximos três anos. Desde a semana passada, as propostas estão sendo revisadas pela área técnica do governo. Tabelas e índices de reajustes não serão alterados, mas detalhes como datas, percentuais de gratificações para aposentados e fórmulas de avaliação de desempenho para os ativos — presentes nos acordos fechados com as carreiras — podem sofrer mudanças.

Fonte: Correioweb







18/08/2008 - 12:32

Servidor com necessidade especial poderá se aposentar após 25 anos de contribuição

O Projeto de Lei do Senado (PLS 250/05 – Complementar), do senador Paulo Paim (PT/RS), que pretende estabelecer novas regras para aposentadoria de servidores portadores de necessidades especiais poderá ser aprovado nesta quarta-feira (20) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

A proposta estabelece requisitos e critérios diferenciados para a concessão do benefício previdenciário aos servidores portadores de necessidades especiais. Entre elas, a garantia da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição.

 

O relator da matéria é o líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que emitiu parecer favorável ao projeto.

 

Ações judiciais

Ainda em relação aos deficientes públicos, destacamos da agenda da CCJ o PLS 216/04, que pretende dar prioridade de tramitação às causas judiciais em que seja parte a pessoa portadora.

 

O projeto, do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), conta com parecer favorável da relatora, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

 





13/08/2008 - 12:46


Governo ouvirá partidos sobre reajuste do funcionalismo

Para evitar reações contrárias na Câmara contra mais edições de medidas provisórias (MPs), o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT/RS), consultará os líderes partidários antes de o governo definir o envio da MP do reajuste de salários de servidores públicos ao Congresso dentro de uma proposta, ainda em estudo, de reestruturação geral dos vencimentos.

Essa reestruturação deverá ter um custo total de R$ 7 bilhões em 2011. "Vamos adotar o critério do diálogo prévio", afirmou Fontana. "Não queremos criar conflito com a Casa”.

 

A mesma estratégia será usada para tratar dos temas em estudo pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel. O ministro pretende alterar a contabilidade da Previdência e criar a aposentadoria automática invertendo o ônus da prova de contribuição, que atualmente cabe ao contribuinte.

 

Fontana acertou, nesta terça-feira (12), com Pimentel que o ministro já começará as consultas aos líderes partidários para saber se aceitam ou não que as mudanças sejam propostas por MP ou se exigem que isso seja feito por projeto de lei.

 

A Câmara e o Senado têm reagido contra a enxurrada de medidas provisórias que tem monopolizado as votações do plenário e impedido que as duas Casas façam suas próprias pautas.

 

O Governo analisa, por exemplo, a retirada da MP que transforma em ministério a Secretaria Especial da Aqüicultura e Pesca depois da reação negativa dos deputados, incluindo a do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), que classificou a medida provisória de "acinte" e "achincalhe".  (Fonte: Agência Estado)






13/08/2008 - 11:46




Reajustes de servidores chegam a 193,8%

O governo decidiu turbinar os contracheques de parte do funcionalismo que está na linha de frente da burocracia. Servidores que prestam atendimento direto ao cidadão ou atuam em áreas estranguladas terão ganhos salariais significativos ao longo dos próximos anos. Os percentuais variam de 0,6% a 193,8%. Na avaliação do Palácio do Planalto, a agressiva política de recursos humanos se justifica porque ajudará a reduzir o abismo existente entre as chamadas carreiras típicas de Estado e as demais que compõem o Executivo federal.

Nas tabelas negociadas entre a área técnica e os sindicatos, as reestruturações receberam tratamentos diversos, obedecendo critérios de importância social e abrangência. Cada carreira terá, até 2010 ou 2011, ganhos diferenciados, mas quase equivalentes, em geral, na casa dos 10%, 20% e 30%. Ao todo, fazem parte do grupo cerca de 220 mil funcionários — de 40 setores, aproximadamente. Os aumentos são retroativos a julho e devem impactar o Orçamento de 2008 em até R$ 1,9 bilhão.

Os índices e as faixas salariais foram divulgados nesta terça-feira (12/08) pelo Ministério do Planejamento. Entre os beneficiados estão os servidores da Imprensa Nacional, do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), do Hospital das Forças Armadas (HFA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Há ainda os servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os funcionários dos ministérios da Fazenda e da Ciência e Tecnologia, entre outros. A maioria dessas categorias iniciou negociações salariais em 2007, chegando, inclusive, a assinar termos de acordo.

Em razão da demora, a pressão agora é pela efetivação dos aumentos. Esses setores intermediários e mais 91 mil servidores que integram as carreiras de Estado se sentem discriminados, já que em maio 800 mil civis e 700 mil militares receberam reajustes. Os sindicatos tiveram a promessa do governo de que ainda neste mês duas medidas provisórias (MPs) seriam enviadas ao Congresso Nacional, mas desde o início da semana Casa Civil e Ministério do Planejamento duelam para ver qual formato é o melhor, se por MP ou projeto de lei.

Os sindicatos não têm dúvida: se os aumentos vierem por projeto de lei muito dificilmente serão incluídos na folha de agosto, paga em setembro. Nesta quarta-feira, pelo menos quatro entidades prometem protestar em frente ao Ministério do Planejamento para cobrar uma solução rápida para a crise. Há carreiras que ameaçam entrar em greve









11/08/2008 - 11:41

Câmara: PEC das MPs é o destaque da pauta desta semana


O plenário inicia a segunda e última semana do esforço concentrado de agosto com a pauta travada. Antes de apreciar a proposta de emenda à Constituição (PEC 511/06), que muda a tramitação das medidas provisórias no Congresso, que consta na pauta da Casa, os deputados terão de votar a Medida Provisória 434/08 e os PLs 1.650/07 e 3.452/08, em regime de urgência constitucional vencidos, portanto, bloqueando as demais votações em plenário.

A PEC 511 é o principal item da pauta nesta semana que antecede o “recesso branco” em razão das eleições municipais. Em setembro haverá uma semana de esforço concentrado, depois a Casa volta a trabalhar normalmente só em novembro, após o segundo turno das eleição, que ocorre em 26 de outubro.

A MP 438 trata da estruturação do Plano de Carreiras e Cargos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O plano cria duas carreiras de nível superior - oficial de inteligência e oficial técnico de inteligência; e duas carreiras de nível médio - agente de inteligência e agente técnico de inteligência.

O PL 3.452/08 cria a carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais e o PL 1.650/07 prevê incidência das mesmas alíquotas do Imposto de Renda de pessoa física para os ganhos de transportador autônomo residente no Paraguai quando ele prestar serviços a operadora brasileira de transporte rodoviário internacional de carga.

Medidas provisórias

Aprovada em abril deste ano por uma comissão especial, a PEC 511/06, do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM/BA), acaba com o trancamento da pauta do plenário pelas medidas provisórias, mantém o prazo máximo de validade em 120 dias e remete a análise da admissibilidade das MPs às comissões de Constituição e Justiça de cada Casa do Congresso – Câmara e Senado.

As votações em plenário começam nesta terça-feira (11), às 11h. Haverá sessões nestas quarta (13) e quinta-feira (14), às 14h, com Ordem do Dia a partir das 16h, além de extraordinárias amanhã, às 11h e na quinta-feira (14), às 9h.





06/08/2008 - 11:45

Câmara aprova reajuste salarial para 1,4 milhão de servidores públicos

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara concluiu nesta terça-feira a votação da medida provisória que reajusta os salários de 1,4 milhão de servidores da administração pública federal, entre civis, militares, aposentados e pensionistas.

Os deputados haviam aprovado o texto-base da medida antes do recesso parlamentar, mas rejeitaram hoje os destaques pendentes que alteravam pontos do texto --como o que permitia aos servidores públicos empossados no cargo retirar os valores de suas contas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

No total, servidores de 17 carreiras vão ser beneficiados com o reajuste se a MP for aprovada pelo plenário do Senado --para onde segue após a análise dos deputados. Os aumentos serão progressivos, com reajustes anuais até 2010 ou 2011, de acordo com cada setor beneficiado com a medida.

O reajuste vai ser repassado a cerca de 800 mil servidores civis e 600 mil militares, com o impacto de R$ 7,5 bilhões nos cofres públicos somente este ano.

Entre os servidores que vão ser beneficiados pela medida, estão docentes de universidades federais, servidores administrativos das universidades federais, servidores do Incra, do Hospital das Forças Armadas e de ministérios.

Em junho, o Congresso já havia aprovado projeto de lei que abria crédito suplementar no valor de R$ 7,5 bilhões para viabilizar os reajustes. O Orçamento da União para este ano prevê R$ 3,4 bilhões para o aumento salarial do funcionalismo, enquanto somente o reajuste dos militares vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 4,2 bilhões.

Com o aporte suplementar extraordinário, o governo vai cumprir o compromisso firmado com os servidores para o pagamento do reajuste.

Militares

Em relação aos militares, o aumento salarial médio será de 47,19%. O reajuste será retroativo a janeiro de 2008 e será pago escalonadamente até julho de 2010. Já os 800 mil servidores civis beneficiados receberão reajustes que variam de 9% a 105%, de acordo com cada categoria.

Apesar do extenso número de servidores contemplados com a medida, várias categorias acabaram não incluídas --como quatro mil servidores da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) que reivindicam o direito de receberem indenizações pelo trabalho no combate à endemias.


 

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